De volta ao rio Negro para mais uma pescaria

de 08 à 14.11.2015

Olá amigos(as), depois de uma semana de aventura no acampamento do rio Aracá, partimos para a segunda semana de pescaria, de volta ao Kalua barco hotel. Quando fomos em fevereiro, nossa primeira vez, estávamos em uma turma exclusivamente de casais, já nessa segunda jornada fomos em uma turma mista, nessa turma tinha 3 italianos, 1 uruguaio, 3 mexicanos e 7 brasileiros, pessoas simpáticas e muito divertidas.

Antes de prosseguir, gostaria de agradecer a Deus por ter tido o privilégio de estar mais uma semana desfrutando desse lugar maravilhoso, que amo muito, sinto que a Amazônia é como se fosse minha segunda casa. Agradecer aos proprietários do Kalua, Ian Sulocki, Otávio, Mega, Zuleide e Rodrigo por toda atenção e carinho que sempre tiveram conosco, à toda tripulação do Kalua, vocês estão de parabéns e um agradecimento especial ao nosso guia Marquinhos que já é um grande amigo, esse é o cara.

Sempre comento com meus amigos que querem conhecer a Amazônia que a viagem tem que ser curtida a cada segundo, é como minha mãe sempre diz: o melhor da festa é esperar por ela! E para nós não foi diferente, depois de fechar a data da viagem parece que os dias e horas demoram muito a passar, é uma ansiedade muito boa, curtam cada segundo, pois quando estamos lá o tempo voa, a gente sempre fica com gostinho de quero mais rsrs.

Para diminuir toda essa ansiedade vem a preparação, treinamento, escolha de materiais e dessa vez, nós resolvemos também fazer nossas próprias varas, fizemos 3 varas com todo carinho do mundo, pois iríamos testá-las em grande estilo, com os brutos da Amazônia. A Rê fez uma vara com todo capricho, que na minha opinião é uma das varas mais bonitas que já vi, ela disse que essa vara ia trazer o grande troféu da sua vida e não é que foi mesmo.

Olha a varinha.

Bom, vamos começar logo nossa pescaria.

Acordamos cedo na casa do Allen, tomamos café e o seu Dadá foi nos levar de barco até o Kalua, que estava a caminho do porto de Barcelos para embarcar a turma. Conhecemos o pessoal e subimos para arrumar a tralha, que precisava ser ajustada devido à pescaria no acampamento na semana anterior.

E o Kalua começava subir o maravilhoso rio Negro.

Tralha arrumada, almoço servido, comemos rápido ansioso para pescar. Sim, mesmo tendo pescado a semana toda, com os braços cansados e doloridos, a ansiedade já estava a mil para voltar pra água.

Nesse primeiro dia, meio período de pesca, capturamos apenas alguns Tucunarés borboletas.

Fechamos o primeiro dia de pesca com grande expectativa, mesmo com as notícias de que o rio Negro estava enchendo. Voltamos para o barco, jantamos e fomos dormir cedo, pois não víamos a hora de começar tudo novamente.

Amanhecer na Amazônia, uma cena que vale ficar admirando.

Tomamos um excelente café e partimos para a pescaria, pescamos em algumas ressacas e nem sinal de peixe e o Marquinhos fala: Rodrigo, tem um lago que faz um bom tempo que ninguém pesca nele, só que vamos ter que arrastar o barco por um bom pedaço, pois o rio está muito seco. Eu prontamente disse: bóra Marquinho!

Chegamos na boca do lago e era esse o caminho que tínhamos que enfrentar.

Tiramos o motor de popa do barco, pois usaríamos apenas o motor elétrico no lago, para facilitar a travessia e começamos nossa jornada.

A Rê nessa hora estava tirando as fotos, mas teve que entrar na dança e ajudar também a puxar o barco rsrs. Como o rio estava muito seco tinha uma grande quantidade de cauxi (espículas de uma espécie de esponja de água doce que vive grudada nas árvores quando o rio está cheio e quando ele seca elas morrem e caem na água), na água e dava uma peniqueira danada, vida de pescador não é fácil, rsrs.

Enfim chegamos no lago e todo esforço foi recompensado, pescamos o dia inteiro no lago e pegamos mais de cem Tucunarés.

Logo na entrada do lago já dava para ver muita movimentação e alguns ataques dos Tucunarés, era peixinho “voando” para todo lado, rsrs. Já nos primeiros arremessos na entrada do lago os peixes já começaram atacar nossas iscas.

Aí vem a primeira história engraçada, toda vez que pescamos com Marquinhos acontece alguma.

Costumo sempre falar que a escolha do guia tem papel fundamental no sucesso da pescaria e essa é a segunda vez que pescamos com o Marquinho, pois além de excelente guia tem personalidade muito parecida com a nossa. Na primeira viagem, quando solicitei o Marquinhos, o Ian até brincou que eu tinha lido o mapa astral e que o Marquinho estava iluminado para pegar peixes, acho que dessa vez também rsrs. Nós temos um carinho gigante por ele, já se tornou um grande amigo.

Mas vamos à história, peguei meu primeiro peixão, bem no meio do lago, ele brigava muito, corria para todo lado até que ele se cansou e resolveu se entregar, quando ele estava chegando no barco o Marquinhos foi colocar o alicate na boca do peixe, mas o peixe correu novamente, nessa hora percebemos que ele estava fisgado por apenas uma garateia e estava na beirinha, mas mesmo assim consegui trazê-lo de volta, já pranchando na flor d'água bem cansado, quando o Marquinho pega na linha a garateia se solta, por um milésimo de segundo pensei que tinha perdido o peixe, mas inesperadamente o Marquinhos salta na água em cima do peixe e some por alguns segundos, quando de repente sobe, só com a cabeça de fora diz: me dá o alicate... e ele entrega o alicate pra Rê com o peixe, minha felicidade foi enorme e a surpresa maior ainda, nunca imaginei presenciar essa cena, já estava muito triste por achar que o peixe tinha ido embora. Valeu Marquinhos, você é o cara!

A primeira foto tinha que ser com o Marquinho todo molhado, pois se ele não tivesse tomado aquela atitude rápida, bye bye peixe.

Continuamos pescando e acabei fazendo uma amiga no lago que não me abandonava nem por um segundo.

E a pescaria continua boa.

Voltando para água que é o seu lugar!

Olha que Popoca lindo, muito colorido.

Nesse lago ainda tinha muitos macaquinhos que estavam fazendo uma bagunça danada e conseguimos algumas imagens.

E assim foi nosso segundo dia de pesca, maravilhoso.

A noite, após o jantar, ficávamos até tarde ouvindo as boas histórias do Fábio (vulgo Fabão), de Ilhéus, que era a simpatia em pessoa, sentiremos falta de suas histórias educativas, informativas e muito engraçadas.

E depois de uma soneca, partimos para o terceiro dia de pesca e os tucunas logo aparecem.

E assim se foi mais um dia.

Quarto dia de pescaria com muita chuva e os peixes um pouco acanhados, foram muitos borboletas e poucos Açus.

E para fechar o dia nosso primeiro dublê.

Quinto dia de pescaria, dia de muitas emoções.

Pescaria um pouco difícil, então resolvemos partir para mais um lago para ver se a coisa melhorava.

E logo na entrada do lago um dublê.

Lembram que comentei, no início do relato, que a Rê tinha falado que pegaria um grande peixe com sua varinha? Pois é, aconteceu...

Eu estava pescando com uma hélice e ela com uma curisco, em pleno sol do meio dia e nada do peixe aparecer, aí o Marquinho fala: jajá vem o grande e a Rê diz: bem que podia bater algum só para dar uma animada né! E no próximo arremesso vem o tranco, e o Marquinho diz: É grande! mas a Rê diz: deve ter uns três quilos rsrs... e se inicia uma baita briga, com muitas tomadas de linha, o Marquinhos já puxa o barco para o meio do lago para não correr risco de enroscar, conforme tempo vai passando o peixe vai cansando e a pescadora também rsrs, mas louca para ver a cara do bichão, ele começa a se entregar... Quando chega perto do barco vimos que era um verdadeiro “monstro”, enorme, aos poucos vou tentando acalmar a Rê, pois percebo que a ansiedade dela é gigante, fomos conversando com calma até que o Marquinho engata o bichão, depois que ele engata, a primeira chacoalhada do peixe e a isca voa longe, ufa rsrs.

Quando levantamos o peixe, era uma das coisas mais lindas que já vi na vida, um Tucunaré de 22 libras, sonho de todo pescador que vai para Amazônia e que ela conseguiu em nossa segunda viagem. Foi um dos dias mais feliz da minha vida, fiquei mais feliz do que se eu mesmo tivesse pego, pois eu sei o tanto que a Rê batalhou e suou para pegar esse peixe. Parabéns meu amor!

Depois de tanta emoção a Rê mal conseguia erguer o peixe para foto, as pernas tremiam, os braços fraquejavam, o coração acelerado, eita coisa boa!

Esse merece muitas fotos, rsrs.

Voltando para o seu devido lugar, para poder proporcionar muitas emoções para outros pescadores.

E assim foi mais um dia...

Café tomado, partimos para mais um dia.

Jacarés tinham aos montes.

E com o rio negro enchendo e a pescaria difícil o Marquinho pergunta se topávamos varar mais um lago, prontamente eu e a Rê, bora rsrs... e lá vamos nós novamente.

Nesse último lago demos sorte, pois o pessoal do Kalua tinha acabado de passar um barco e nos ajudaram passar o nosso também.

E mais uma vez o esforço valeu e rendeu ótimos resultados.

E a Rê fisga mais um belo Tucunaré.

Com nosso amigo.

Bocudão!

Lagarto Jacarerana, tem muitos por lá.

A tarde fomos atrás dos peixes de couro, queríamos muito pegar uma Pirarara, mas o Marquinhos disse: viche, quem quer pegar Pirarara só pega Piraíba rsrs... E mais uma vez ele estava certo, acabamos pegando duas Piraíbas (filhotes).

A primeira foi menorzinha.

Já a segunda tinha 1,20m e estava difícil erguer, olha a careta! rsrs

Martim Pescador que nos acompanhou na pescaria.

Quando voltamos para o barco a equipe do Kalua estava nos esperando com seu belo e tradicional luau.

E essa foi mais uma aventura na Amazônia e já contando os dias para voltar rsrs.

 

Material que utilizamos

 

Rodrigo

Varas:

- Phenix M1 25 LB 5’6 (Custom by Regiane e Rodrigo) com Carretilha Metanium HG.

- St Croix III 25 LB 5’7 (Custom by Regiane e Rodrigo) com Carretillha Daiwa Tatula R-Type.

- Lamiglass IM6 25 LB 5’6 (Custom by Jansen) com carretilha Shimano Choronarch C14.

 

Regiane

Varas:

- St Croix II 20 LB 5’5’’ (Custom by Regiane e Rodrigo) com carretilha Shimano Choronarch C14.

- Rapala Gold 20 LB 5’6’’ com Carretilha Shimano Curado 200 HG.

 

Linha utilizada por ambos: G –Soul WX8 55 LB

Leader: Triumph 50 Libras

Snap: Engate Rapido Glico 80 Libras

 

Iscas que mais tiveram ação

Hélice High Roller 14 cm, T20, Curisco, Subwalk, Bonnie, Biruta 110 e Aile Magnet.

 

Contato

www.kaluapesca.com.br

(21) 99632-6252 

(92) 98199-0641