Acampamento Amazônia - rio Aracá

de 01 à 07.11.2015

Olá Amigos (as), depois da nossa primeira viagem para Amazônia em fevereiro de 2015, voltamos daquele lugar maravilhados e com uma sensação que aquela semana não tinha sido suficiente, tínhamos a sensação que nosso grande troféu iria aparecer na próxima viagem. Conversando com a Rê ela me disse que gostaria de fazer uma aventura diferente e ficar em um lugar onde pudéssemos desfrutar da natureza ainda mais, foi então que ela sugeriu fazermos um acampamento.

Participo do fórum turma do biguá e já tinha visto muitos relatos de acampamentos por lá com o operador de turismo Allen Gadelha e resolvemos entrar em contato com ele. Falei com ele e disse tudo que gostaríamos, o Allen me disse que tinha realizado poucos acampamentos com mulheres, mas que faria de tudo para nos atender da melhor maneira possível. Passado alguns dias chegaram os orçamentos e fiquei muito impressionado com a riqueza de detalhes que continha, no orçamento tinha uma lista de compras sugerida por ele, mas com total abertura para ser alterada pelo cliente, podemos escolher frutas, temperos, bebidas, petiscos, carnes, frangos e etc... também continha quantos litros de combustível iríamos utilizar na viagem e todos os detalhes da execução da viagem, só para vocês terem uma ideia, 2 dias antes da nossa chegada em Barcelos saiu um pequeno barco rumo ao acampamento com todos os mantimentos, bebidas, combustível e uma cozinheira para que quando chegássemos no acampamento tudo já estivesse pronto.

Chegamos no aeroporto de Barcelos e o Allen já estava lá a nossa espera, pegamos nossas malas e partimos para sua casa onde encontramos o guia Dadá, que nos acompanharia nessa jornada. Na casa do Allen também tem uma pousada com suítes super confortáveis com ar condicionado, pois além de acampamento ele também realiza pescarias de bate e volta ou os clientes também podem acampar um ou dois dias e voltar.

Partimos da pousada por volta das dez com destino ao Rio Aracá, navegamos mais ou menos cinco horas em uma voadeira com motor 30HP até chegar ao nosso destino. O Rio estava bem baixo impossibilitando a chegada de qualquer barco hotel e em alguns pontos até com a voadeira tínhamos dificuldade para passar.

Nós nunca tínhamos pescado no rio Aracá e ficamos encantados com sua beleza, haviam muitas praias de areia branquinha, rodeadas pelas árvores, com o contraste da água escura, nos lugares mais rasos a água fica com uma cor linda.

Só para vocês terem uma ideia de como o rio estava seco, olha a folga do Jaburu (também conhecido como Tuiuiú) procurando por peixinhos.

Após duas horas e meia de navegação paramos na divisa do rio Aracá com o Demeni para fazer o reabastecimento, almoçar e dar uma refrescada, pois estava muito calor.

Após um refresco e pança cheia rsrs continuamos a viagem.

E depois de mais duas horas chegamos no nosso acampamento, Igarapé Sauadaua. E essa foi nossa casa durante uma semana, para nós foi melhor que um hotel cinco estrelas rsrsrs.

O acampamento fica entre o Igarapé onde água era mais gelada e o rio Aracá, onde a água era mais quente, então podíamos escolher banho quente ou frio rsrsrs.

Chegamos por volta das 15:30 montamos a barraca, desarrumamos as coisas e mesmo com a longa viagem não dava para conter a ansiedade, falamos para seu Dadá, ainda dá tempo de uma pescadinha rsrsrs, prontamente ele disse, bóra rsrsrs e então fomos pescar no igarapé Sauadaua, praticamente no "quintal de casa", e em um finalzinho de tarde pegamos 25 tucunarés entre pacas e borboletas.

E um Aruanã rsrsr

E mais paquinhas

Depois da pesca chegamos no acampamento e lá estava a Ivana (cozinheira do acampamento) nos esperando com nosso jantar servido, uma comida simples, mas deliciosa!!!

Estávamos muito animados, pois se naquele fim de tarde a coisa já estava boa, imagina nos próximos dias com o rio todo para nós.

A noite caiu e fez-se o silêncio, só ouvíamos alguns sons na floresta, sem nenhuma luz artificial o céu parecia todo cravejado de pedrinhas brilhantes.

Só que a natureza tem muitas surpresas e quando acordamos no outro dia o tempo estava todo fechado, chovendo e chegou até fazer um pouco de frio e esse tempo durou a semana inteira e acabou prejudicando muito nossa pescaria. Com a mudança do tempo, o peixe sumiu e estava difícil ver um ataque de tucunaré em suas presas, andamos para todos os lados, eramos os únicos no rio, tudo para ter sucesso, mas infelizmente não foi assim, mas nem por isso ficamos menos animados, afinal estávamos no paraíso rsrs.

Os Borboletas sempre apareciam para animar a pescaria.

Após a pescaria chegávamos e a Ivana estava nos esperando sempre com aquela comida deliciosa com direito até a sobremesas, com apenas um fogãozinho ela fazia pudim, flan de chocolate, que saudade daquela comida. Além de excelente cozinheira também deixava nossa roupa lavada e barraca arrumada.

Depois de uma boa noite de sono, cedinho o café já estava na mesa.

Todos os dias a Ivana mandava lanchinhos e tapiocas para merendarmos no barco durante a pescaria, bom demais.

Mais um dia de pescaria com algumas imagens da natureza no rio Aracá

Olha ela aí gente! Era só arremessar na beirinha que as traíras apareciam e essa foi uma das menores hein!

Dessa vez vimos mais pássaros e animais que em fevereiro, lindos.

O dia estava muito difícil, somente os borboletas e alguns paquinhas apareciam e seu Dadá disse: Rodrigo vamos tentar a sorte em um lago, e partimos para lá, logo na entrada do lago passo a T20 umas 10 vezes em um lugar que parecia promissor, mas nenhum ataque acontece, mas de repente seu Dadá diz para Rê: fez onda, joga atrás da isca dele. Ela joga uma Curisco, trabalhando bem lenta, pois era como estava batendo algum peixe e vem o tranco, uma tomada de linha forte, uma boa briga e lá vem o seu troféu. Alegria geral no barco, 6kg de muita emoção.

Voltamos para o acampamento por volta das 16h30 e fomos tentar umas cacharas no igarapé. O ponto de pesca era a 5 minutos do acampamento e pegamos algumas até escurecer. Usei o material de tucunaré para pega-las e nos divertimos muito.

Voltávamos para o acampamento e depois do jantar ficávamos conversando durante horas e horas, ouvindo as maravilhosas histórias que o seu Dadá contava.

Partindo para mais um dia de pescaria, enquanto esperava a Rê acabar de tomar café ouvimos um alvoroço de peixe batendo ali em frente o acampamento e resolvi jogar uma isca lá e um belo paca apareceu.

Era ali que minha sorte estava começando...

Nós presenteamos o seu Dadá com um boné do nosso blog e logo pela manhã ele me fala: Rodrigo, hoje vou usar o boné da sorte, tenho certeza que vamos pegar um grande. E não é que ele estava certo!

Como o rio estava muito seco a maioria das ações dos peixes estava sempre acontecendo em águas mais profundas e correntes, fomos pescar em um lugar que ele chamava de volta morta e que tinha essas características.

Faço o arremesso e venho trabalho a T20 como stick quase sem sair do lugar, vem uma pancada forte seguido de um salto, mas o peixe que saltou era pequeno e não condizia com a batida, de repente ele afunda, começa a tomar muita linha e ir para o meio da correnteza e faz um grande salto, quando salta era um peixe grande, ficamos meio sem entender o que aconteceu, foi como se ele tivesse roubado a isca do menor, quando vi o baita minhas pernas começaram a tremer e o coração foi a mil, sensação que todo pescador ama. Devagar o seu Dadá foi puxando o barco para fora para evitar que o peixe fosse para o enrosco, encostamos numa praia, o seu Dadá já na água com o alicate pega o bixão, quando ele pega e ergue o peixe foi uma gritaria danada e a felicidade tomou conta de todos nós, pois ali estava o maior tucunaré que já peguei na minha vida, um lindo paca açu de 20 libras. Coisa que jamais vou esquecer.

A primeira foto do peixe na mão tinha que ser com seu Dadá com o boné da sorte rsrs, uma pessoa que conhecemos nessa semana, mas que parece que já o conhecíamos há anos, ele parece um paizão, muito humilde, prestativo, sempre contando boas histórias, muito empenhado em nos fazer pegar os peixões, além de conhecer muito a região. Temos um carinho muito grande por ele, já é nosso amigo de coração.

Realizado, agradecendo e me refrescando!

Sempre falo para minha esposa que peixe é consequência, quem vai para Amazônia e a pescaria não está muito boa, mas trabalha muito a Amazônia sempre recompensa com um grande presente e esse foi o meu. Muito obrigado Amazônia!

Eu ainda peguei esse peixe diferente que a Rê achou lindo e quis fotografar mesmo debaixo de chuva.

No final da tarde fomos novamente atrás das cacharas e elas não nos decepcionaram. Nesse dia a Ivana foi com a gente e pescou com uma linhada de mão e também pegou a dela, queimou a mão com o peixe puxando, mas não largou a linha e conseguiu tirar o peixe.

No último dia o cardápio do jantar era churrasco, mas com toda a chuva que caiu a lenha estava toda molhada e pensamos que já era o churrasco, mas a Ivana pegou um facão mais ou menos do tamanho dela rsrs, tirou toda a parte molhada da lenha e botou a carne para assar, ela e seu Dadá fizeram o churrasco e estava delicioso, o seu Dadá também fez um churrasco do carregador de bateria, mas esse não experimentamos rsrsrs.

A Ivana tem toda nossa admiração, uma menina que tem uma história de vida muito difícil, mas é uma guerreira, muito trabalhadora, não reclama de nada da vida (só do ronco do seu Dadá rsrs), esforçada e uma excelente cozinheira, parabéns pela pessoa que você é e saiba que ganhou 2 novos admiradores e amigos.

Infelizmente tudo que é bom dura pouco e tivemos que começar a arrumas as coisas para ir embora, me deu uma grande tristeza de ir e uma vontade enorme de ficar rsrs

Quanta bagagem rsrsrs

Aqui da esquerda para Direita seu Dadá, Rodrigo, Ivana e Regiane já com muitas saudades

Algumas paisagens e bichos no caminho de volta

As Ariranhas

E por último uma imagem que para mim marca muito a cidade de Barcelos.

Mais uma vez gostaria muito de agradecer ao Allen, Roseane, seu Dadá e Ivana por todo carinho que tiveram conosco, vocês nos fizeram sentir como se estivéssemos em nossa casa. Obrigado por tudo e esperamos revê-los em breve.

Material que utilizamos

 

Rodrigo

Varas:

- Phenix M1 25 LB 5’6 (Custom by Regiane e Rodrigo) com Carretilha Metanium HG.

- St Croix III 25 LB 5’7 (Custom by Regiane e Rodrigo) com Carretillha Daiwa Tatula R-Type.

- Lamiglass IM6 25 LB 5’6 (Custom by Jansen) com carretilha Shimano Choronarch C14.

 

Regiane

Varas:

- St Croix II 20 LB 5’5’’ (Custom by Regiane e Rodrigo) com carretilha Shimano Choronarch C14.

- Rapala Gold 20 LB 5’6’’ com Carretilha Shimano Curado 200 HG.

 

Linha utilizada por ambos: G –Soul WX8 55 LB

Leader: Triumph 50 Libras

Snap: Engate Rapido Glico 80 Libras

 

Iscas que mais tiveram ação

Hélice Nelson Nakamura Jet 120, T20, Curisco, Subwalk, Bonnie, Biruta 110.

 

Para quem tiver interesse em fazer uma aventura assim, segue os contatos do Allen Gadelha.

Site: http://sauadaua.blogspot.com.br/

Email: sauadaua@hotmail.com ou allengadelha@hotmail.com

Telefone: (92) 9229-3104 ou (92) 3584-3667