operação de Eribert marquez - barcelos

de 20 à 26.11.2016

Olá amigos(as), depois de um tempinho sem pescar devido ao nascimento da nossa bebê, enfim chegou a pescaria para comemorar esse presente maravilhoso que Deus nos deu, nossa Sarinha. Confesso para vocês que ir para Amazônia é uma viagem que deixa qualquer pescador com ansiedade a mil, mesmo aqueles que já foram milhões de vezes, mas dessa vez a ansiedade foi tomada por uma grande saudade da minha esposa e parceira de pesca e também da minha filha, mesmo antes da viagem, afinal seria a minha primeira viagem sem elas, mas agora já contando os dias para poder levá-las comigo e pescar nós três na Amazônia.

Na viagem à Amazônia do ano passado fizemos uma porção de amigos e entre eles estava um grande pescador do Uruguay, seu apelido é Chino, mas que acabei chamando de Chico por ter escutado errado e assim ficou rs. Conversando com ele na viagem passada, ele disse que tinha vindo algumas vezes para Amazônia e feito pescarias não muito bem sucedidas e que gostaria de vir e aprender mais sobre a pesca do tucunaré e que quando eu fosse pescar sem minha parceira eu poderia convidá-lo que ele viria e assim foi.

Convite feito e logo aceito pelo Chico, ele pediu que como eu estava no Brasil e conhecia bastante as operações que eu poderia escolher uma. Depois de umas pescarias feitas em Serra da Mesa com muito sucesso e com vontade de conhecer uma operação diferente, decidimos então prestigiar o maninho, Eribert Marquez, que tinha acabado de migrar sua operação para Amazônia e assim também conhecer o famoso lodge que só os americanos podiam pescar.

Partimos de São Paulo para Manaus no dia 19 e como já tínhamos ido para Manaus outras vezes e não iríamos passear pela cidade, optamos por ficar no Hotel Íbis aeroporto, uma opção muito interessante para quem não quiser passear, pois o hotel é bom e com preço baixo e o taxi fica muito barato por ficar praticamente ao lado do aeroporto.

Fotos: Rodrigo Cordeiro, Eribert Marquez e guia Poxoró

Pela primeira vez fomos para Barelos de taxi aéreo Rico, uma viagem muito tranquila e rápida.

A visão sobrevoando Barcelos era de poucas praias e as notícias eram que o rio estava secando forte, mas a maioria dos afluentes ainda estava com muita água, com exceção do Demeni.

Chegamos e fomos recebidos no aeroporto pelo chefe da equipe de guias da operação, o famoso Zé Bodó, que nos conduziu até o porto, onde subiríamos o Rio Negro com o guia Poxoró de bassboat para o hotel. O hotel fica mais ou menos há 90 km de Barcelos e leva em média uma hora de viagem. O interessante do hotel estar bem longe de Barcelos é que podemos pescar os 6 dias mais longe da cidade, diferente do barco hotel, que o primeiro e último dia tem que pescar próximo.

A expectativa era grande de conhecer a nova operação e o hotel, pois muitos falavam de sua beleza e do alto padrão da construção feita somente para os americanos. Para quem nunca ouviu falar, o Rio Negro Lodge era um hotel construído no meio da Amazônia para atender somente Americanos, os Brasileiros não podiam nem chegar perto, nem mesmo para conhecer, pois tinha forte guarda para proteção. Recentemente o hotel por problemas com o antigo dono foi leiloado e comprado pelo Sr Lauro e passou atender também os pescadores brasileiros.

Chegamos ao hotel e fomos muito bem recebidos pelo maninho e pelo maitre Feitosa, realmente o hotel é um show, pensado em cada detalhe. O hotel conta com internet wi-fi, água de poço artesiano, banho com água quente, piscina, frigobar, quartos grandes com uma cama de casal para cada pescador e muitas outras coisas. Abaixo algumas fotos da estrutura do hotel.

Os quartos

O restaurante

Eu e o Chico esperando o almoço para correr para pescaria.

Esse foi um pouco do hotel.

Agora é hora de finalizar os preparativos e correr para pescaria.

Vamos à pescaria. Cada viagem para Amazônia é um aprendizado.

As notícias dessa temporada eram péssimas, mas desanimar por isso jamais, sempre digo que viajar para aquele lugar e só pensar em peixe é um pecado, só de estar lá e poder curtir tudo aquilo é um grande privilégio.

Chegamos lá e o rio estava há duas semanas secando, na semana que eu cheguei estava secando em um ritmo muito forte, secava de palmo por dia. Ouço muitos pescadores falarem que se estiver secando é sinal de boa pescaria, mas a pescaria foi muito difícil, mesmo com o rio secando os peixes maiores estavam muito inativos.

Aprendizado novo e um achismo meu, que não basta estar secando, mas precisa estar mais estável por um período maior, como essa temporada está mais ou menos assim: 2 semanas secando e 2 semanas enchendo, esse efeito sobe e desce deve deixar o peixe doido, mas é apenas uma opinião.

Gostaria de deixar aqui também a resposta das dúvidas de alguns amigos que mandaram mensagem quando descobriram que eu iria nessa operação. Mas e aí? Bassboat entra nos lagos? O profissionalismo que o maninho já tinha em Serra aumentou ainda mais na Amazônia, ele tem trabalhado muito em todos os detalhes para que os pescadores possam realizar grandes pescarias e pescar em todos os lugares com o maior conforto possível. Então, sim, entramos em lagos com bassboat com motor ligado onde tinha apenas um palmo de água. Ah ok, mas e se não tiver esse palmo de água é possível pescar nos lagos nessa operação? E a resposta também é sim, o maninho pensando nisso colocou 12 voadeiras amarradas com correntes em lagos estratégicos e escondidos, assim o cliente que desejar realizar esse tipo de pescaria também terá essa opção.

Essa é a frota dos barcos que está disponível para atender os clientes. Os barcos proporcionam um deslocamento muito rápido, grande conforto e mais tempo de pescaria. Só para ter uma ideia da para ir do hotel à boca do Rio Preto em uma hora.

A equipe do Eribert é formada por guias que já trabalhavam no hotel na época dos americanos. Um fato legal é que na época dos americanos o dono do hotel possuía um hidroavião e sobrevoava constantemente o rio para encontrar lagos que ninguém conhecia e ia fazendo a marcação dos lagos por GPS e passando as coordenadas aos guias para chegarem nesses lagos por água, então os guias conhecem muitos lagos que poucas ou nenhuma pessoa conhece. Depois de descobrir os lagos, o dono do hotel acabava fazendo um agrado especial aos clientes, pois os americanos que pescavam e não conseguiam capturar seu troféu, ganhava o direito de pescar nesses lagos isolados que eram guardados por seguranças e assim aumentavam a chance deles não irem embora sem garantir seu troféu.

Vamos à pescaria, como muitos sabem pescar na Amazônia não é algo tão fácil como parece, pois são geralmente 6 dias arremessando iscas grandes sem parar, muita dor no braço, muito sol e os peixes de lá são muito temperamentais rs, mas logo que desmontamos a tralha para ir embora, já estamos pensando na volta do próximo ano.

Primeiro tucuna.

Primeiro do Chico com o guia Poxoró.

E o mais importante, pesque, fotografe e solte!! Voltando para a vida.

Mais um peixe, nada gigantesco, mas cada peixe de lá tem uma cor especial.

O primeiro dia foi muito bom em relação a quantidade, capturamos muitos peixes e fiquei muito feliz em ouvir do Chico que só com os peixes que pegou no primeiro meio dia já havia pego mais que somando suas duas viagens anteriores.

Todos os dias a equipe dos guias chefiada pelo Zé Bodó, se reunia para conversar sobre a produtividade da pescaria dos clientes e assim traçar novas estratégias. Nós pescamos em uma série de lagos que ninguém pescava há muitos anos e para chegar nesses lugares, que eram bem distantes do rio e de difícil acesso, era enviada uma equipe de 4 pessoas nos dias anteriores para fazer a limpeza do caminho, pois era impressionante a quantidade de árvores grandes caídas, sendo impossível qualquer pessoa ou barco chegar nesses lagos. A equipe levou 4 dias para fazer a limpeza utilizando moto serra. Seria o lago dos sonhos? Poderia ser, mas na Amazônia tudo pode surpreender.

Era um lago mais lindo que o outro, cheio de estruturas e peixes que não eram pescados há muitos anos, mesmo assim o peixe não queria nem saber de comer, tentávamos de tudo, da hélice ao jig e nada. A noite quando voltava ao hotel ficava pensando e pensando rs, como seria possível não estar batendo peixe naqueles lagos, com rio secando e não conseguia encontrar nenhuma explicação rsrs.

Caminho dos lagos.

O maninho continua dando apoio total aos clientes e tirando ótimas fotos, durante a semana ele vai revezando entre os barcos e acompanha todos os clientes durante a pescaria.

O dia não foi dos melhores, mas está valendo. No final do dia o Chico ainda teve a sorte de capturar uma linda pirarara, eu tive 2 ações, mas não fui feliz.

Outro dia!

Mais alguns peixes e algumas belas paisagens.

Era impressionante como os peixes estavam magros e mesmo assim pareciam não ter muita vontade de comer. Essa viagem também foi impressionante como os botos estavam abusados, estavam atacando os tucunas muito rápido, era só levantar o cardume que rapidamente eles acabavam com a festa.

Para evitar que eles chegassem perto e espantasse os peixes contamos com os conhecimentos do guia, ele pegava uma vara com uma chumbada de peixe de couro amarrada no final da linha e arremessava bem alto próximo ao boto e assim espantava ele. Eu perguntei ao guia qual era o sentido disso e ele disse que o barulho que a chumbada faz ao cair é muito parecido com o som de uma flecha atirada na água e isso os espanta.

Novo dia, e logo cedo o guia abrindo caminho para um novo lago!

Primeiros peixes do dia.

Estava batendo hélice para tentar acordar os peixes e um cardume de pequenos apareceu, com o cardume ali fizemos a festa, chegamos a pegar peixe nos 3 conjuntos ao mesmo tempo.

Mais um dia de pescaria com muita quantidade, tive duas ações de peixes bons que logo após bater na isca já foram para o pau, quando chegávamos no lugar só estava a isca pregada com as garatéias owner 4x abertas.

Novo dia de pescaria, ainda acabando de acordar com a cara toda inchada kkk e já com os tucunas aparecendo. Esse dia fomos em um novo lago e para essa jornada quem nos acompanhou foi o guia rato que conhecia muito a região.

Esse foi o melhor lago de ações de todos que nós visitamos, tivemos muitas ações, umas até de peixes bons.

Chico já adaptado aos tucunas.

Agora dando trabalho para o guia, que não tinha preguiça, o peixe ia para o enrosco e lá estava ele mergulhando para buscar.

Tucunaré também da espetáculo.

Dublê de pacas

Mais um peixe e chuva chegando, choveu praticamente todos os dias, a capa de chuva foi um dos itens mais utilizados na pescaria.

Depois de mais um belo dia, um belo jantar e muita conversa boa. Da esquerda para direita Elaine, Chico, Rodrigo e Maninho.

Penúltimo dia

Os peixes no geral estavam mais ativos pela manhã, assim com cara de sono eles já começavam a aparecer.

Dublê para fechar o dia.

Último dia.

O ‘S’ da foto foi uma homenagem para minha pequena Sarah, era para ser utilizado em um peixe grandão, mas como não veio foi com esse mesmo. Tentei de todas as formas, mas infelizmente não foi dessa vez. Só para ter uma ideia de como estava difcil, esse peixe abaixo eu arremessei a hélice no mesmo lugar e contei 23 arremessos até o peixe bater, acho que ele deve ter pensado, vou comer essa isca senão esse louco não vai embora kkkk.

Quando fechamos a data da pescaria no começo do ano comentei com o Eribert que seria aniversário do Chico e com todos os caprichos eles fizeram uma grande surpresa para ele, muito show.

Para fechar a viagem um belíssimo por do sol.

Na pescaria capturamos 202 tucunarés e uma pirarara, mas os tucunas não foram os bitelões. Considerando a dificuldade da temporada, até que foi bom o resultado e os novos aprendizados.

Gostaria muito de agradecer a Deus pela vida e pela oportunidade de estar mais uma vez nesse lugar que tanto amo, agradecer minha amada esposa e filha por me darem essa oportunidade, pela família maravilhosa que eu tenho, foi muito difícil ficar longe de vocês, muita saudade, ao Maninho e Elaine por todo carinho e atenção e toda sua equipe pelo grande empenho e dedicação para realizamos uma boa pescaria, ao amigo Chico por me acompanhar e me aguentar durante essa semana, foi um grande prazer pescar com você.

Até a próxima.

Para quem desejar mais informações sobre a operação.

www.eribertmarquez.com.br

Telefone ou WattsApp: (62) 9946-1425

Equipamentos utilizados:

Vara lamiglass 25 lb custom by Jansen + carretilha shimano metanium hg + linha 50 lb triumph + leader 50 lb triumph

Vara St Croix 3 25 lb custom by Regiane Cordeiro + carretilha daiwa tatula + linha 50 lb triumph + leader 50 lb triumph

Vara Phenix M1 25 lb custom by Regiane Cordeiro+ carretilha shimano metanium hg + linha 50 lb triumph + leader 50 lb triumph